Dengue

Escolha uma opção abaixo e saiba mais:

    * Sintomas da Dengue
    * Você está com Dengue?
    * Será que é Dengue?
    * Dicas para evitar focos da Dengue.
    * Como eliminar o foco da Dengue.
    * Armadilha caseira contra o Aedes aegypit.
    * A necessidade de doação de sangue para combate a Dengue hemorrágica.

Sintomas da Dengue

Febre, dores de cabeça, dores nas articulações, fraqueza, falta de apetite,  manchas avermelhadas na pele, coceira no corpo,  atingindo também  palmas das mãos e plantas dos pés, pequenos sangramentos de nariz ou gengivas, náuseas, vômitos, diarréia, dor abdominal, tonturas ao sentar ou levantar, vertigem, sonolência,  torpor,  confusão mental,  convulsões, coma, pré-choque caracterizado por queda de pressão arterial com tendência a pressão convergente, diminuição ou ausência do fluxo urinário, muito suor, frieza de extremidades, pulso fraco ou imperceptível.

Sangramento, tontura ao sentar ou levantar, dor abdominal e vômito são sinais que podem alertar para uma evolução mais grave da doença. Neste caso, procure  imediatamente um serviço de emergência.

Só é possível diferenciar a dengue de outras viroses com o exame de sangue específico.

Há quatro  tipos de dengue. O paciente  só fica imune ao tipo que produziu a infecção.

Atendimento

Ao  observar  um  desses  sintomas,  procure  o  posto de saúde mais próximo.    Pessoas  acima  de   60  anos  e  com  doenças crônicas   associadas    ou    aquelas   que   já    tiveram   dengue anteriormente devem  procurar  atendimento médico às primeiras manifestações suspeitas da doença.

Tratamento

O paciente deve se manter bem hidratado, ingerindo muito líquido (água, sucos, sopas). Pode tomar paracetamol para aliviar dores e febre.    O   ideal  é   procurar   atendimento  médico.   Não  deve tomar nenhum medicamento que contenha ácido acetilsalicílico.

Transmissão

Nem todo mosquito Aedes aegypti tem o vírus da dengue. Ele se torna portador do vírus ao picar alguém contaminado. As fêmeas podem passar o vírus para seus ovos,  gerando mosquitos que já nascem contaminados.

O mosquito portador do vírus contamina toda pessoa picada, que pode  ou  não  desenvolver   a   doença aparente.  O  tempo de incubação do vírus é de três a 15 dias.

O mosquito ataca mais nas pernas, mas pode picar qualquer parte descoberta do corpo.
O período de vida do mosquito é, em média, de 30 dias.

O  mosquito Aedes aegypti  é diurno e gosta de calor, umidade, sombra e água limpa e parada.


Focos

Qualquer local que possa juntar água limpa e parada é um foco do mosquito:   pratos   de   vasos   de   plantas, caixas d’água mal tampadas, latas,  garrafas,  plásticos, cacos, pneus, piscinas sem tratamento da água, calhas etc.

O perigo maior é em casa.  Calcula-se  que  90%  dos focos do mosquito sejam domésticos.

Proteção

Velas  de  citronela  ou  andiroba e repelentes são paliativos – não eliminam o  mosquito  e o  mantêm  distante por algum tempo. As velas têm raio de alcance restrito. Os repelentes possuem duração de proteção limitada.

Como evitar a proliferação do mosquito

Coloque areia no prato das plantas ou troque a água uma vez por semana. Mas não basta esvaziar o recipiente. É preciso esfregá-lo, para retirar  os ovos  do  mosquito  depositados  na  superfície  da parede interna, pouco acima do nível da água. O mesmo vale para qualquer recipiente com água.

Pneus  velhos devem  ser furados e  guardados  com cobertura ou recolhidos  pela limpeza pública.  Garrafas pet e outros recipientes vazios  também  devem  ser  entregues à limpeza pública.   Vasos e baldes  vazios devem  ser  colocados de boca  para baixo. Limpe diariamente  as cubas  de bebedouros  de água  mineral e de água comum. Seque as áreas que acumulem águas de chuva. Tampe as caixas d’água

VOCÊ ESTÁ COM A DENGUE?

Saiba o que fazer

A  dengue é uma doença febril aguda. Os primeiros sintomas da  doença  surgem  de  3  a  15  dias  após  a  infecção pelo mosquito Aedes aegypti.
Febre, dores no corpo, principalmente nas articulações, e dor de cabeça são os  sintomas mais comuns,  porém,  também, podem   aparecer   manchas  vermelhas   pelo  corpo  e,  em alguns  casos,   sangramento,   sendo   o  mais  comum  nas gengivas.
Como não existe um tratamento específico  para  o  paciente com dengue clássico, o paciente  deve  procurar  os  serviços de saúde.

EM HIPÓTESE ALGUMA, FAÇA USO DE AUTOMEDICAÇÃO

Somente,   um   médico  poderá  orientá-lo quanto ao tratamento  dos  sintomas,  como  as  dores de  cabeça e no corpo,  com   analgésicos  e   antitérmicos   (paracetamol   e dipirona) nas dosagens adequadas.
Devem ser evitados os salicilatos, como o  AAS e a  Aspirina, pois   o   seu   uso    pode    favorecer  o   aparecimento   de hemorragias.  É  importante,  também,  que o paciente fique em repouso e ingira bastante líquido.

Informação importante:
Uma  pessoa  pode  ser  infectado  mais  de   uma  vez  pela dengue, mas nunca do mesmo tipo de vírus. São conhecidos quatro sorotipos de dengue: 1, 2, 3 e 4, sendo que no Brasil não há incidência do tipo 4.
A pessoa  fica  imune  contra o tipo de vírus que provocou a doença, mas ela ainda poderá ser contaminada pelas outras três formas conhecidas do vírus da dengue.
Portanto, previna-se contra a dengue.

DICAS PARA EVITAR FOCOS DE DENGUE EM SUA CASA

· ENTULHOS E LIXO
Não acumule. Mantenha o quintal sempre limpo.

· PISCINAS
Trate a água com cloro. Limpe uma vez por semana. Se não for usá-la, cubra bem. Se estiver vazia, coloque 1 kg de sal no ponto mais raso.

· CALHAS DE ÁGUA DA CHUVA
Verifique se elas não estão entupidas. Remova folhas ou outros materiais que possam impedir o escoamento da água.

· LAJES
Retire a água acumulada.

· CACOS DE VIDRO NOS MUROS
Coloque areia em todos aqueles que possam acumular água.

· PNEUS VELHOS
Entregue aos serviços de limpeza urbana. Caso realmente precise mantê-los, guarde-os em local coberto.

· GARRAFAS PET E DE VIDRO
Jogue fora todas as que não for usar.

· BALDES E VASOS DE PLANTAS VAZIOS
Guarde-os de boca para baixo.

· RALOS DE COZINHA, DE BANHEIRO, DE SAUNA E DE DUCHA
Verifique se há entupimento. Se houver, providencie o imediato desentupimento. Se não tiver utilizando-os, mantenha-os fechados.

· BANDEJA EXTERNA DE GELADEIRAS
Retire sempre a água. Lave a bandeja com água e sabão.

· SUPORTE DE GARRAFÕES DE ÁGUA MINERAL
Lave-os bem sempre que for trocar os garrafões.

· LAGOS, CASCATAS, ESPELHOS D’ÁGUA DECORATIVOS
Mantenha-os sempre limpos. Crie peixes, pois eles se alimentam de larvas. Se não quiser criar peixes, mantenha a água tratada com cloro ou encha-os com areia.

· TONÉIS E DEPÓSITOS DE ÁGUA
Lave com bucha e sabão as paredes internas. Tampe com telas aqueles que não tenham própria.

· CAIXAS D'ÁGUA, CISTERNAS E POÇOS
Mantenha-os bem fechados. Tampe com telas aqueles que não tenham tampa própria.

· PRATINHOS DE VASOS DE PLANTA OU DE XAXINS, DENTRO E FORA DE CASA
Escorra a água. Coloque areia até a borda do pratinho.

· BROMÉLIAS OU OUTRAS PLANTAS QUE POSSAM ACUMULAR ÁGUA
Evite ter bromélias em casa. Substitua-as por outras plantas que não cumulam água. Se preferir mantê-las, é indispensável tratá-las com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para 1 litro de água, regando, no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas.

· LIXEIRAS DENTRO E FORA DE CASA
Feche bem o saco plástico e mantenha a lixeira tampada.

· VASILHAME PARA ÁGUA DE ANIMAIS DOMÉSTICOS
Lave com bucha e sabão em água corrente, pelo menos uma vez por semana.

DENGUE, O PROBLEMA É DE TODOS, E A SOLUÇÃO TAMBÉM.

Armadilha caseira contra Aedes aegypit

Prevenir  a  dengue deve ser uma obrigação de cada cidadão. Não  deixar  pneus,   embalagens  e recipientes  que  podem acumular   água     jogados   nos     terrenos   são    cuidados importantes  para evitar  a  proliferação  do  mosquito Aedes aegypit.  Com  uma  garrafa  pet,  dessas de refrigerantes de dois litros, é possível fazer uma armadilha que prende e mata o mosquito.
A invenção é do  professor  Maulori  Cabral,  da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que ensina como fazer.
Para construir uma Mosquitoeira  genérica  (mosquitérica)  é muito simples. O segredo é a motivação para executar as 10 etapas apresentadas a seguir:

1. Junte  os seguintes  materiais:  uma garrafa pet de 1,5 ou dois litros;  uma tesoura;  uma lixa  de madeira  nº 180; um rolo de  fita  isolante  preta; um pedaço (7 x 7 cm) de tecido chamado micro tule, também conhecido como véu-de-noiva; quatro grãos de alpiste ou uma pelota de ração felina;
2. Tire  a  tampa  da  garrafa  e,  com  um  jeitinho especial, remova  o anel  do lacre. Este será usado como componente da sua mosquitérica;
3. Dobre o  pedaço  de tule e cubra a boca da garrafa. Use o anel  do  lacre  como  presilha.  Esta  fase exige  o  jeitinho especial,  pois  é  necessário  forçar a presilha para alcançar, pelo  menos,  a segunda volta  da  rosca.  Para  melhorar  o visual,  você  pode  aparar  o  excedente  da malha que ficou aparecendo; 
4. A próxima etapa é  cortar a garrafa em duas partes. Antes de  iniciar  o corte,  amasse  a  garrafa até obter uma dobra. Com  o  plástico dobrado  fica mais  fácil cortá-lo. Agora, use esse  corte  como  furo  para  posicionar  a  tesoura  e cortar o restante  da garrafa; Uma das partes vai servir de copo e a outra, como um funil, será a tampa;
5. Agora  você  vai  lixar  toda  a  superfície  da  tampa,  que corresponde  à  face  interna  da  boca do  funil, até torná-la completamente   áspera  e  fosca.   Essa  peça  constituirá  a tampa da mosquitérica; 
6. Para  estabelecer   a  altura   ideal  do  nível  da  água  na mosquitérica  e  preciso  encaixar  a  tampa, com o bico para baixo,  dentro do copo.   Identifique,  de cima  para  baixo, o intervalo de altura que vai da boca do copo até o fundo fosco da  tampa.    O   ponto   médio  desse   intervalo   deve   ser considerado  como   a   altura  do   nível   da  água  na  sua mosquitérica.   Marque  esse  nível  com  um pedaço  de  fita isolante,  bem  fino,  como  se fosse uma  linha, colada  pelo lado  de  fora  do  copo.  Essa  marca  também  delimitará  o espaço  de ar que ficará acima da água, entre as duas  peças da mosquitérica, como você viu nas fotos da Mosquitoeira;
7. Chegou a hora de começar a montagem da  mosquitérica: encher a  parte  do  copo  com  água  até o nível;  colocar  o alimento  (quatro sementes de alpiste trituradas ou a  pelota de  ração  felina)   dentro d’água;  posicionar  a  tampa,  de maneira simétrica, com o bico para baixo.
8. Use  a  fita   isolante    para   fixar   as    duas   peças   da mosquitérica  e,  ao  mesmo  tempo,  vedar o espaço entre a borda do copo e a face externa da tampa;
9. Coloque  a  armadilha  em local fresco e sombreado. Após uma  semana,  verifique  a  altura  da  coluna de  água.   Se estiver abaixo do  nível, complete-a.  Com  o  nível  da  água mais  alto,   os  ovos  que foram depositados  na  superfície áspera da tampa ficarão dentro d’água  e,  em  poucos  dias, será  possível visualizar  larvas  de  mosquitos  nadando  na mosquitérica.  De agora em diante, observe-a todos os  dias, acrescentando água à medida que  esta for  evaporando.  As larvas se alimentarão dos micróbios presentes na água,  que são alimentados pelos  grãos ou  sementes  adicionados.  As larvas eclodem do ovo, no  estágio 1  e  crescerão  passando pelos  estágios 2, 3 e 4,  até  se  transformarem  em  pupas. Estas, por metamorfose, se transformarão na forma alada de mosquito.
10. Você  pode  saber  se  as  larvas que apareceram são da espécie  Aedes aegypti.  Use  o foco de  luz de uma lanterna. Se   as   larvas   fugirem   da   luminosidade,   ou  seja,    se demonstrarem  o fotatactismo negativo,  são  Aedes aegypti. Então, você  pode  ter  certeza,  tem  alguém  na  redondeza criando  esses “bichinhos”,   como   animais  de  estimação (mascote).

A necessidade da doação de sangue para combater a dengue hemorrágica

O Hemocentros  começam  a reforçar os estoques de sangue nas unidades que têm pacientes internados com a doença.

Na forma  hemorrágica da  doença, quando os sangramentos reduzem  muito  a  quantidade  de  plaquetas no sangue.  O único caminho, neste caso, é a transfusão de sangue.

As  plaquetas são  responsáveis por  conter  hemorragias.  O normal é ter entre 150 mil e 400 mil plaquetas por milímetro cúbico  de  sangue.  Em uma  pessoa  com  dengue, o índice pode cair para 2 mil plaquetas.

Os  Hemocentros  precisam  que  os  doadores  compareçam  para  que se tenha,  pelo menos,  cem  doadores  a mais por dia, para que  tenham um bom estoque.

O combate a dengue deve ser uma  prioridade no momento, no momento   em  que  há  muitos  pacientes com  dengue hemorrágica,  precisando  de transfusão,  doar sangue pode ser   mais    um    compromisso,  inadiável,   pelo  bem  da comunidade.

Se  prevenir  contra o mosquito é  o começo de tudo,  e doar  sangue para aqueles que, infelizmente,  já estão  infectados, é um ato de amor ao próximo.

DOE SANGUE.
Você pode salvar uma vida.


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